SUPERAÇÃO

Atualizado: Jun 5

Levanto os olhos, depois daqueles segundos titubeantes da saída da escada rolante e me deparo com uma deusa que anda, fala e olha com amor. Uma miss, lindíssima mulher, daquelas raríssimas que pode usar um vestido tubinho bege até os joelhos, alcinhas finas sobre a pele branca, cabelo negro ondulado, olhos verdes fitando a mulher ao seu lado, sua mãe, baixa, modesta, tentando ser invisível e recebendo da filha um olhar de profunda aceitação. Momento mágico!


A porta do elevador se abre e uma criança de aproximadamente 5 aninhos sai saltitante chamando “vem vovó, vem vovó”. O menino pálido, com sinais visíveis de tratamento quimioterápico, abre alas para uma mulher madura, doce, plena em seu vestido estampado com pequenas flores de muitas cores, tão simples, revelando tão lindo jardim, naquele corpo já marcado pelo tempo. Momento mágico!



Comprometida a fazer o meu melhor, acompanho no taxi a mulher que seria a palestrante mais importante do evento. Na conversa informal ela me fala de uma aflição em relação ao filho mais novo. Chega ao evento, agora bem formal coloca o seu blazer escuro, conversa com os homens que eram em maioria no salão, faz sua palestra falando em economia e política do país. É muito aplaudida, agradece, se despede do público e no retorno ao taxi pergunta para mim o que eu faria se a situação do filho fosse comigo. Momento mágico!


Mulheres! Tão grandes as diferenças externas e tão iguais em suas semelhanças de alma.


Durante muito tempo foram controladas e comandadas pelos homens. Eles, dirigidos pelo hemisfério esquerdo do cérebro, são práticos, objetivos, racionais. Elas, fluindo muito mais no hemisfério direito, são sensíveis, emocionais, intuitivas. O equilíbrio ideal que elas buscaram e achavam que estavam encontrando quando se manifestaram contra a “tirania masculina”, revelou mulheres que, na ânsia de se igualar em poder de decisão, conseguiam fazê-lo em racionalidade desenfreada. Esvaziadas da essência do amor, nada somos. Nem homens, nem mulheres, apenas estereótipos que não servem ao propósito da criação divina.


Quando lutamos contra algo, passamos a nos parecer com o adversário, porque para entrar em confronto é preciso ter coisas em comum. É o que acontece quando competimos com os homens ou com outras mulheres e tentamos superar para provar algo, corrompendo valores muito importantes. Quando a eficiência passa a ser mais importante que a felicidade, algo muito valioso se perde. Ser eficiente é necessário em que contexto, para quem, quando, por qual motivo?


Por tudo isto é que a habilidade de resolver os conflitos internos, entre os hemisférios que norteiam as ações, abre para as mulheres um mundo de infinitas possibilidades. Já sabemos da inteligência de que são dotadas as mulheres. E é a inteligência que é capaz de fazer a ponte entre razão e emoção. É importante não confundir inteligência com intelectualidade.


A intelectualidade sustenta o ego e este distancia todos os seres da essência. Para viver plenamente é fundamental reconhecer o grande potencial criativo, intuitivo, de generosidade e abundância proporcionadas por quem reconhece o que é amar com paz.


Através do olhar e do sorriso, do abraço afetuoso e do desejo pela felicidade dos outros as mulheres melhoram o mundo. Em silêncio… Com palavras de carinho… Com olhar de aceitação… De avental, estetoscópio, luvas ou capacete… Ame, simplesmente ame! Acesse dentro de si e distribua para o mundo a grande qualidade feminina, o amor. Você nasceu mulher. Momento mágico!


Elis Busanello


Coaching, Cursos e Palestras



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